sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Carnívora

Nada de voltar ao passado
É que ele não existiu, ou ainda estamos paradas no tempo
Como se o mundo já tivesse acabado e ninguém percebeu
Eu vou ficar pra sempre no mesmo lugar onde tudo começou
Onde nada começou, onde eu te amei e você não disse nada
Nada que eu pudesse entender como verdade
Você só confundiu minha cabeça e meu coração.
Destruiu minha vida
Destruiu meu futuro e meu passado
Destruiu meu coração e eu não posso mais amar a ninguém
Porque eu sou apenas um porta-retratos com sua imagem
Um objeto fora de moda
Alguém que não sabe se esta viva ou morta
Vegetativa
Seria mais feliz como uma planta em sua casa
Se contentando com um pouco do seu ar e água
Carnívora.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Sinto falta, mas tento esquecer
Você só foi viajar, arrumou uma namorada e fugiu de casa
Não quis avisar pra não ter que se despedir...
Você sabe que eu acharia melhor assim,
Sabe que choro em despedidas e tenho vergonha disso
Fez suas trouxas e saiu como quem foi comprar cigarro
Olhar o movimento dos carros.
Quis ir ver o mundo lá fora
Achou que já era hora e foi embora
Ou quem sabe fez amigos aqui perto
E só está passando umas férias e volta logo.
Estava estressado, enjoou da comida
Decidiu da uma espairecida,
Como é “de maior” decidiu que não ia avisar, logo iria votar.
É assim que eu tento não chorar quando penso em você
É por isso que eu ainda canto, ainda ando, namoro
Danço, escrevo.
Mas ai eu lembro que na verdade pode não ser assim
E que você não vai voltar pra nós, pra mim
Ai me da aquele velho nó na garganta
E eu choro por não saber mentir pra mim
Por não saber esquecer que de alguma forma perdemos você.
Te dizer que é tarde não posso mais
Eu sempre serei capaz de te amar demais.
Se até hoje não conseguir te tirar do pensamento,
É sinal que não adianta fingir que não, você é a sina do meu coração.
A mais antiga, a menina que a gente briga e implica e sempre será a mais bonita...
Não temos nada a ver além da paixão, já tentei de tudo,
Eu não mudo sempre que te vejo imagino teu beijo, teu corpo inteiro...
Falo besteira, perto de ti não penso, não raciocino, perco o juízo
Fico bobo e tudo que você vê: alguém muito engraçado,
Mais um palhaço que quer te conquistar.
Mais eu sou quem te ama, quem quer ti ver feliz
Mesmo que para isso precise pintar o nariz pra te ver sorrir
Pra merecer um beijo, um abraço
Pegue na minha mão eu falo sério!
Mesmo sorrindo.
Não quero nunca mais te ver chorar
Venha comigo, sou seu amigo
Seu namorado, seu palhaço
Seu amasso
Sou seu, amor
Só seu amor.

sábado, 5 de novembro de 2011

Amor de cão

Meu irmão, meu amigo
Seja de raça ou vira-lata
Humano sim, desumano é quem descrimina
Quem maltrata e abandona.
O extinto é seu guia
Não pensa, mas ama como os que amam sem pensar...
Às vezes ama quem te maltrata e te joga na estrada,
Mas volta pra sua casa, sua família amada.
Dá beijos e lambidas como quem quer dizer bom dia
Late.
Olha-te com carinho e te pede um pedacinho
De tudo que você tiver
Da sua comida, da sua cama, seu sofá, sua casa
Seu amor, um pedacinho da sua vida
Um pedacinho em troca de tudo que ele te dá
Uma vida inteira de dedicação.
Amor em personificação
Pra sempre no meu coração
Meu pequenininho, meu irmãozinho
Juninho
Meu amado cão.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

As verdades relativas são mentiras
Quem você acha que pode enganar?
Não engana nem a si mesmo
Não usa desculpas, não tem motivos...
Apenas não quer aumentar sua parte participativa nisso
Que eu chamo de nosso amor.
Porque sozinha eu não posso
Não adianta ser meu se não for nosso
Assim nossa vida enguiça
Se você tem preguiça... de nós
Tem preguiça da vida
Já basta todo mundo que nos critica por não sermos melhores
Eu penso que podemos ser maiores que tudo isso
Eu sinto que nosso amor é mais forte
Porque nascemos da morte, nascemos da sorte de uma amizade
Eu quero muito que ainda seja verdade
Que ainda cresça, amanheça e permaneça
Não quero que você esqueça que eu sou sua
E você sabe que é minha
Não como objetos, mas como amor concreto.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Mãos

As mãos quando se encontram
São como os lábios quando se beijam
Como os corpos quando se amam
A ponta dos dedos se sente o leve toque, o arrepio
E se acariciam como num longo beijo
E se deslizam como se fossem o corpo inteiro.
Entrelaçam-se como se fossem línguas
Encaixam-se como se fosse sexo.
Tocam a face no silencio
O corpo e a alma
Fazendo-se a voz que cala
Falando sobre tudo que seja amor.

Língua

Cada qual com sua mania estranha
Não se julga gosto alheio
Fulaninha é estranha, tem mal gosto...
Beltrano é esquisito.
A coisa mais feia que tem no mundo
Todo mundo faz
Ou já fez um dia,
Ou morre de vontade de fazer...
Tem gente que morre dizendo que nunca fez
Afinal de contas existem pessoas perfeitas.
Eu também já fiz, motivada pela emoção
E até mesmo pela minha língua descontrolada
Língua foi feita pra ser usada.
Eu sei que você também já usou a sua
Ou alguém usou desse modo pensando em você
Eu sei que você esta me julgando agora
Pensando no que quero dizer
Citando tanto exemplo, ousando falar tanta besteira
Mas eu to falando é da língua fofoqueira, faladeira
Não tenho culpa se você pensou besteira.