sábado, 19 de julho de 2008
Oração
Eu não iria pedir por teu beijo.
Se me fizesse um grande favor
Eu não iria pedir por milagre teu amor.
Eu pediria para um anjo me tornar
Pra mais de perto poder te olhar
E de todos os males te proteger.
Pra quando você fosse deitar te acompanhar
Ficar do teu lado ouvindo você rezar
E ficar bem satisfeito por saber que quando fazes uma oração
É porque estás a me chamar de coração.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Quadro do Tempo
Alegria na vida, tudo que se precisa.
Abraços sinceros, beijos de amor, afeto verdadeiro.
O carinho da família, a confiança a partilha.
Amigos, poucos ou muitos, sinceros apenas e acolhedores sempre!
Queria querida que tudo fosse assim, e eu ainda tivesse meus sonhos da infância!
Foram quebrados, como os jarros e as janelas que quebrei jogando bola!
Meus sonhos estão jogados pelo chão... São cacos de vidro.
São todos pó de jarro, esfarelados pelo sarro que a vida me tira!
Tanto caco, tanto pó esfarelado e me assombro por nem me lembrar do que se tratava,
Por muitas vezes esqueço até quais os sonhos e o que me guiava...
Me encontro parada de fronte a janela de tantos vidros e cacos no chão.
A calçada ainda está ali com os farelos do jarro e até poucos cacos,
Talvez na esperança de ainda serem colados...
E eu ali, observando tudo como se ainda houvesse movimento,
Vendo toda a minha vida naquele Quadro do tempo.
E num estalo de esperança ou puro desespero
Vejo que nem tudo na vida é sorte ou revés,
Percebo que a bola sempre esteve nos meus pés...
A bola, ela sim, nunca esteve furada,
Então que se dane qualquer caco ou farelo que ainda esteja na calçada!
Danem-se também os Quadros do tempo, pois ainda há tempo para novas jogadas.
terça-feira, 15 de julho de 2008
A minha música
Estive pensando...
Nos momentos em que escuto músicas
Já repeti isso varias vezes...
Em algumas eu digo ah essa é a minha!
Digo feliz e pra quem quiser saber
Ouço várias vezes e digo até pra você...
Tantas vezes não escutastes ou até mesmo lês-te a letra indiferente...
Leio também todas as tuas músicas e sei todos os remetentes...
São manias suas que eu de um jeito ou de outro venho a saber,
De um jeito ou de outro to ali lendo... Te lendo, não me entendendo...
E continuo pensando...
Como seria nos dois num tempo que não houvesse música?
De que maneira eu te leria? Como me atiraria na sua melodia?
Alguma maneira eu haveria de achar pra te decorar... Nota por nota...
Acharia teu tom não me importa se ele é mal ou bom.
Entenderia tuas notas mesmo que tudo parecesse idiota.
Seria o louco internado num hospício tocando um violão sem cordas.
Didática Passional
Eu devia pensar na minha vida passional como penso nas minhas poesias...
Quando escrevo gosto de fazer ouvindo musica, descontraída.
Escrever com minhas melhores palavras,
Saber como dizer mesmo que não saiba realmente o que.
E principalmente nunca, nunca mesmo escrever uma nova lendo uma já escrita,
É como querer entrar numa nova paixão pensando numa antiga...
Nunca da certo, da confusão dentro e fora, tudo oscila.
E tudo que você fizer vai acabar saindo sempre igual...
Mesma conclusão, mesmo final só vai mudar algumas palavras...
Assim como, adeus! Foi legal! Até um dia! Boas amigas...
E tudo isso porque você ainda insiste em reler à antiga.
Silêncio
Há sempre noites que me batem um vazio
Falta algo dentro de mim
Algo muito grande, muito importante.
E eu não sei o que...
Não sei o que pensar o que dizer
E o silêncio, ele também não me basta...
Ele também não me cala.
Outras noites me sinto pouca, pequena pra tanta coisa
Sou nada do tamanho do que sinto.
E nesse momento todas as vozes gritam,
Gritam e sussurram entre o moral e o absurdo...
Mas mesmo assim eu sei que há um consenso
Rompe-se a barreira do perceptível tornando ao silencio.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Explicações e justificativas
Não eu não poderia não há explicações, justificativas.
Gostaria mesmo que houvesse que tudo houvesse explicação clara,
Ou que não clara, ao menos obscura, nem que seja pra satisfazer minha loucura.
Os loucos é que querem ver razão em tudo, esses sim são loucos!
Eu sou, e sei que sempre serei assim, vivo procurando, caçando respostas.
Quem não quer saber os porquês apenas vive, vive simplesmente!
Parece loucura, mas esses sim é que são felizes!
Felizes na sua loucura de não querer razão que justifique sua direção...
Felizes por achar que os porquês não alteram em nada o que vai ou o que foi.
E eu por querer saber tudo e todos os porquês, de quem sou e como vivo e tudo sobre aquilo ou isso, ainda tenho a petulância de querer saber por que não posso também ser tão feliz.
Tempo ao tempo
Amores que nunca vivi
Poemas que já escrevi
Alternativas que tenho que escolher
Dias que tento sobreviver.
Noites que tento dormir
Manhãs que tento acordar... Pra vida
Querendo adormecer velhas feridas.
Tempo ao tempo pra felizmente viver
Todo tempo do mundo tentando te esquecer.